Aos meus olhos, o trabalho é a dimensão da TRANSFORMAÇÃO.
O conhecimento do manejo da terra, a plantação. As receitas com suas ocasiões e histórias.
O trabalho transforma e uma boa mesa apresenta esta síntese.
Recentemente, pude encontrar adultos, em uma cidade chamada Saudade do Iguaçu, no Sudoeste do Paraná, que lembraram com emoção da famosa polenta do tempo de criança.
Mas a lembrança significativa traduzida na polenta era o começo da história.
O encanto se apresentava no domínio que as crianças tinham do processo : o plantio, a colheita, o transporte para o moinho de pedra no lombo do cavalo, muitas sem sela, e a espera da transformação do milho em fubá para trazer novamente para a casa.
Esta espera era temperada pela brincadeira. Cola (estátua), pega-pega, nadar no rio e andar a cavalo sem sela. E isso acontecia do lado de fora do moinho.
Nesse contexto, o trabalho se misturava com a diversão.
Tudo se transformava: o milho, em fubá e a criança, em amigo.
O alimento selava a experiência e o processo, registrando na alma e na lembrança o SABOR que a polenta feita em casa apresentava e saciava.
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